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  O 25 de Abril Imagem do fotógrafo Sérgio Guimarães Por volta das sete horas, como acontecia todas as manhãs,  acordei ao som do despertador.  Como era hábito, e ainda estremunhado, os meus passos iam no sentido de espreitar as  nossas meninas, a mais pequerrucha no berço, junto à nossa cama, e a mais crescidinha no quarto ao lado. Verificava se tudo estava bem com elas e entrava na casa de banho para cuidar da higiene. Já liberto da casa de banho, pronto a cedê-la à MI, dirigi-me à cozinha para orientar o pequeno almoço. Como era hábito, liguei o rádio. Contrariamente ao que esperava e estava habituado a ouvir - música e notícias -, ouvi apelos à população de Lisboa para recolher a casa e nela permanecer. Confuso, sem saber o que se estava a passar, dei conta à MI do que tinha ouvido na rádio e corri para a sala ligar o televisor. Do televisor não vinha qualquer sinal. O controlo da televisão pelo movimento militar, soubemos depois, ainda não se tinha consumado. ...
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  Acabei de ler, com agrado, o livro do Prof. Marçal Grilo e Dulce Neto "QUEM SÓ ESPERA, NUNCA ALCANÇA". Há ao longo do livro referências que avivam em mim lembranças, umas longínquas, da minha infância e adolescência, e outras, mais recentes, que se reportam à minha actividade profissional na Direcção-Geral do Ensino Superior. No que respeita às minhas lembranças da infância e da adolescência, recordo-me de ouvir dizer à minha mãe, quando dos Escalos de Cima (minha aldeia natal) se deslocava a Castelo Branco, que tinha feito compras nos "Grilos" (armazém dos pais do Prof. Marçal Grilo). Recordo-me de se falar nos Escalos do polícia Ratado, o terror em Castelo Branco. Recordo-me ainda do meu exame da quarta classe na Escola Primária da Nossa Senhora da Piedade, escola frequentada pelo Prof. Marçal Grilo, na qual eram realizados, naquela altura, os exames de alunos da quarta classe das escolas das freguesias que pertenciam ao Concelho. A referência ao ...